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Como o ‘caos’ político na Itália pode refletir no processo de cidadania?

A Itália resolve a sua vida política esta semana (ou não). Após a renúncia de Giuseppe Conte, o presidente da República, Sergio Matarella, deu o prazo até amanhã (27), para que o parlamento chegue a uma nova coalizão política e definam um novo primeiro-ministro, evitando que novas eleições sejam convocadas três anos e meio antes do previsto.

“A crise deve ser resolvida com decisões claras e tempos curtos”, afirmou Mattarella à imprensa na última quinta-feira, ao final das negociações. “Durante as consultas, fui informado por alguns partidos políticos que iniciativas foram tomadas por um acordo no Parlamento para um novo governo, e me pediram tempo para essa iniciativa”, completou, segundo o jornal Corriere della Sera.

A situação só evidencia a instabilidade política que a Itália sofre desde o século passado. Do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45) para cá, o país já teve 65 governos. E mais um vem por aí.

Salvini tenta novas eleições

Matteo Salvini tenta aproveitar o momento de popularidade (seu partido, a Liga, obteve 34% dos votos) para alcançar o poder. O prestígio que ele tem junto da população não se reflete no Parlamento, que já rechaçou um pedido de Salvini sobre as eleições. No dia 8 de agosto, ele rompeu a coligação entre a Liga e o Movimento 5 Estrelas e apresentou uma moção de censura contra Conte no Parlamento, pedindo convocação de novas eleições.

Coalizão inédita e histórica pode acontecer

O partido Movimento 5 Estrelas, que compunha a coalizão de governo com o A Liga, tenta um novo acordo com o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda. As legendas, que sempre foram rivais, lutando por causas opostas, tentam se unir para frear a chegada de Matteo Salvini, ministro do Interior, ao poder.

Impacto no processo de cidadania

Salvini tem ideais anti-imigração. O seu mandato como Ministro do Interior é marcada por diversas medidas de impedir que refugiados entrem na Itália. O caso emblemático do “Open Arms”, barco que está há 19 dias sem rumo ou porto de desembarque na Europa, tem a bordo 107 refugiados, que estão em condições precárias.

Falando em questões de cidadania, não tem como não lembrar do Decreto Salvini, que endureceu o processo de naturalização italiana (aquisição da cidadania italiana por casamento ou por residência na Itália). Passou a ser exigido o conhecimento da língua italiana, não inferior ao nível B1. Além de comprovar documentalmente (certificado de conhecimento da língua italiana), o estrangeiro também passará por um teste de proficiência da língua italiana.

Portanto, é de se esperar que em caso de vitória de Salvini, as políticas de imigração e reconhecimento de cidadania sejam endurecidas.

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