Cidadania italiana na Itália: como funciona o processo e o que mudou em 2026
- Redação
- 6 de mai.
- 6 min de leitura
Entenda como era o passo a passo nos comuni italianos, prazo, custos e o melhor caminho em 2026
Se você está pesquisando como tirar cidadania italiana na Itália, provavelmente já chegou a pensar que fazer o processo direto no país seria mais rápido, mais simples e com menos espera do que no Brasil.
Durante muitos anos, isso foi verdade. Bastava organizar os documentos, viajar para a Itália, comprovar residência e aguardar alguns meses até o reconhecimento da cidadania.
Só que esse cenário mudou bastante com a Lei nº 74/2025.
Com as novas regras aprovadas a partir de 2025, a via administrativa deixou de ser uma alternativa disponível para novos processos. Ao mesmo tempo, surgiram novas exigências, limites e uma reestruturação completa do sistema, que ainda está em andamento.
Isso não significa que o caminho acabou. Mas significa que ele precisa ser entendido com
mais cuidado.
Ao longo deste guia, você vai entender como tirar cidadania italiana na Itália, como esse processo funcionava e qual é o melhor caminho em 2026.
Navegue pelo conteúdo:
Como tirar cidadania italiana na Itália?

Antes das mudanças recentes, tirar cidadania italiana direto na Itália era uma das formas mais rápidas de obter o reconhecimento.
Você saía do Brasil com toda a documentação pronta, estabelecia residência em uma cidade italiana e dava entrada no processo diretamente no comune. A partir daí, o reconhecimento acontecia dentro do próprio sistema administrativo italiano e sem depender de filas consulares.
Passo a passo da cidadania italiana na Itália
Para entender como tirar cidadania italiana na Itália, é importante conhecer as etapas que faziam parte do processo administrativo nos comuni antes das alterações da Lei nº 74/2025.
Embora novos pedidos estejam suspensos em 2026, esse passo a passo ajuda a visualizar como a via funcionava e quais exigências continuam sendo importantes na análise de qualquer caso.
1. Organizar toda a documentação no Brasil
Antes da viagem, você precisa reunir todas as certidões da sua linha de descendência: nascimento, casamento e óbito, desde o ascendente italiano até você.
Além disso, é obrigatório apresentar a certidão negativa de naturalização, que comprova que o italiano da família não perdeu a cidadania. Depois disso, é importante fazer a tradução juramentada e o apostilamento de Haia.
Qualquer inconsistência, como nomes diferentes, datas divergentes ou erros de grafia, pode exigir retificação e atrasar todo o processo.
2. Ir para a Itália e fixar residência
Com os documentos prontos, o próximo passo é viajar para a Itália.
Ao chegar, você precisa registrar residência no comune. Isso é importante porque o processo só pode ser iniciado se você for oficialmente residente no país.
Depois do registro, a prefeitura envia um agente até o endereço informado para verificar se você realmente mora ali. Essa confirmação pode acontecer a qualquer momento dentro de um prazo que costuma chegar a 45 ou 60 dias.
3. Dar entrada no pedido no comune
Com a residência confirmada, você protocola o pedido de reconhecimento da cidadania no setor de estado civil da prefeitura.
Nesse momento, o comune analisa toda a documentação e solicita aos consulados italianos no Brasil a chamada verificação de não renúncia. Essa etapa confirma que nenhum dos seus antepassados abriu mão da cidadania italiana.
4. Aguardar a análise e o reconhecimento
Depois que o comune recebe as respostas dos consulados, o processo entra na fase final.
Se estiver tudo correto, você é chamado para assinar o reconhecimento da cidadania e sua certidão é registrada nos arquivos italianos. A partir desse momento, você passa a ser oficialmente cidadão italiano.
Com isso, já pode solicitar documentos como identidade italiana e passaporte.
Quanto tempo demorava para tirar cidadania italiana na Itália?
Antes das mudanças legais, esse era o principal atrativo da via administrativa.
Em muitos casos, o processo era concluído entre 3 e 6 meses após a fixação de residência. Claro, isso dependia do comune escolhido, da organização da documentação e da agilidade dos consulados envolvidos.
Ainda assim, era incomparavelmente mais rápido do que o Brasil, onde a espera podia ultrapassar alguns anos na via administrativa.
O que mudou na cidadania italiana em 2025 e 2026?
Com a publicação do Decreto-Lei nº 36/2025, depois convertido na Lei nº 74/2025, o cenário mudou completamente. A via administrativa passou por restrições severas e deixou de aceitar novos processos.
Hoje, os comuni e consulados não estão recebendo novos pedidos de reconhecimento por descendência, inclusive em casos diretos.
Além disso, a legislação passou a limitar o reconhecimento da cidadania a descendentes de até duas gerações (pai ou avô), o que exclui boa parte dos brasileiros que buscavam o direito por bisavós ou gerações mais distantes.
Outro ponto importante é a criação de um novo modelo centralizado para análise dos pedidos, com previsão de implementação apenas a partir de 2029. Até lá, ainda há incertezas sobre como o sistema vai funcionar.
Quanto custa tirar cidadania italiana na Itália?
Antes das mudanças, o custo era um dos pontos que mais exigiam planejamento.
Embora a via administrativa na Itália fosse mais rápida, ela exigia que o requerente permanecesse no país por um período mínimo, e isso aumentava os gastos com moradia, alimentação e burocracias locais.
No geral, o valor total variava bastante, mas ficava dentro de uma faixa já conhecida entre quem fazia o processo:
Documentação no Brasil (certidões, traduções e apostilamento);
Taxas administrativas na Itália;
Passagens aéreas;
Moradia por alguns meses;
Alimentação e custo de vida.
Somando tudo, o investimento podia ultrapassar R$ 40 mil e chegar a cerca de R$ 70 mil, dependendo da cidade escolhida e do tempo de permanência.
Quanto tempo demora tirar cidadania italiana hoje?
Até 2025, quem optava por fazer o processo direto em um comune italiano conseguia o reconhecimento, em muitos casos, entre 3 e 6 meses após estabelecer residência.
Com a suspensão da via administrativa e as novas regras em vigor, o tempo passou a depender quase exclusivamente da via judicial. Aliás, esse é hoje o principal caminho para quem busca a cidadania italiana em 2026.
Nesse caso, o prazo médio costuma variar entre 2 e 5 anos para conclusão do processo.
Esse tempo pode mudar de acordo com alguns fatores:
Complexidade da sua árvore genealógica;
Necessidade de retificações em documentos;
Tribunal responsável pelo caso;
Qualidade da organização do processo.
Por que a via judicial é o caminho mais indicado em 2026?
Diferente do modelo administrativo, o processo judicial acontece diretamente nos tribunais italianos. Isso significa que ele não depende de filas consulares ou da reestruturação que ainda será implementada nos próximos anos.
Ela já era, há anos, um caminho importante para quem enfrentava dificuldades no processo administrativo.
Muitos brasileiros recorriam à Justiça italiana justamente por conta das longas filas nos consulados ou por situações mais complexas.
Além disso, a via judicial traz vantagens importantes:
Mais previsibilidade no andamento do processo;
Continuidade, mesmo com mudanças administrativas;
Independência de filas e limitações dos consulados;
Possibilidade de atender casos que não se encaixam nas novas regras.
Outro diferencial está na forma como o processo é conduzido. Em vez de depender de etapas burocráticas espalhadas entre consulados e comuni, tudo é analisado dentro de um único fluxo.
Por isso, mesmo antes das mudanças de 2025, muita gente já optava pela via judicial como estratégia para ganhar tempo e reduzir incertezas.
Agora, em 2026, a via judicial passa a ser o principal caminho para quem deseja reconhecer a cidadania italiana.
O melhor caminho para sua cidadania italiana
Com as mudanças recentes, o mais importante é saber qual caminho ainda faz sentido para o seu caso.
A escolha entre iniciar um processo, aguardar novas definições ou seguir pela via judicial envolve uma análise técnica da sua documentação e da sua linha de descendência. Sem isso, o risco de perder tempo e dinheiro aumenta.
Por isso, contar com especialistas faz diferença. Um acompanhamento adequado ajuda a identificar possíveis erros antes do protocolo, definir a melhor estratégia e evitar retrabalho ao longo do processo.
Entre em contato com a equipe da Via Consolato para ter uma análise completa do seu caso e entender qual é o melhor caminho para conquistar sua cidadania italiana com mais segurança e previsibilidade.
Conclusão
Durante anos, a via administrativa foi um caminho que atraiu milhares de brasileiros que buscavam acelerar o reconhecimento direto nos comuni italianos.
Hoje, o cenário é diferente. As mudanças legais limitaram esse acesso e colocaram o processo em um momento de transição, com um novo modelo ainda em definição.
Mas isso não significa que o direito à cidadania deixou de existir. Afinal, a via judicial se consolida como a principal alternativa em 2026. É o modelo que segue funcionando, que não depende das limitações administrativas e que oferece mais previsibilidade para quem deseja avançar com o processo.




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